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Manual de Sobrevivência: Você aceitaria ganhar menos
do que ganha hoje para trabalhar conosco?


Armadilha ou ponto de negociação? Entrevistamos alguns Head Hunters e Gerentes de Recursos Humanos e descobrimos que este é um tema desconcertante para ambas as partes envolvidas no processo de seleção.

Armadilha: algumas empresas fazem esta pergunta por fazer pois já "concluíram" que um funcionário que tem o seu ganho diminuído sempre será um funcionário insatisfeito com o novo emprego e poderá passar isso para os demais. O que elas têm conseguido?

Estabelecer relações enganosas com novos e competentes colaboradores que percebem que têm que "mentir " e dar informações erradas sobre o salário anterior.

Estas empresas normalmente estão num estágio antiquado de relações de trabalho e têm estruturas salariais rígidas e inadequadas aos tempos de hoje. Um agravante e uma grande verdade é que em certos casos elas nem mesmo sabem o que estão procurando pois se conhecessem a realidade de mercado não colocariam tantas exigências sem condições de pagar por elas.

Mais uma vez queremos destacar que o problema não está no candidato que chegou àquele salário por esforço ou merecimento. Quem definiu o título do colaborador procurado, listou as exigências e o nível de experiência esperado deveria ter feito uma pesquisa antes e saber se teriam condições de pagar pelo que estão procurando.

Antídoto: Faça você mesmo a sua pesquisa de mercado e mostre ao entrevistador o que acontece com aquele tipo de conhecimento e experiência em empresas similares, se possível da região. Se você conseguir informações sobre como os concorrentes pagam por aqueles serviços ficará mais fácil enfrentar uma conversa dessas.

A decisão é sua e a SeniorNet não interfere nem sugere. Cada um sabe o tamanho do buraco em que está e não tem nenhum salário pior do que aquele do desemprego. Lembre-se que possivelmente a pessoa mais consciente naquele momento possa ser você pois o selecionador poderá estar até mesmo contando que pessoas mais experientes diminuam as suas exigências frente à dificuldade de encontrar outras oportunidades.

Armadilha por armadilha procure pelo menos obter a noção de perspectivas futuras de mudanças ou melhorias. Você é capaz e poderá mudar a situação desde que tenha oportunidades. Em último caso isto também pode servir para diminuir a sua perda de auto estima.

É verdade também que algumas pessoas chegaram a um determinado nível de salário não pela sua contribuição mas por critérios que hoje não são mais valorizados como por exemplo tempo de casa. Para alguns é hora de ajustar as contas com a balança da competência mas para muitos é uma verdadeira injustiça.

Se a situação for de armadilha, mexa-se com cuidado para não se machucar ainda mais. Lembre-se que os seus principais argumentos estão fora daquela empresa (salário do mercado) e muitos nem entenderão o que você falar. Lembre-se também que muitos ficarão até mesmo incomodados quando souberem o que você ganhava antes. Administre isso para não conseguir inimigos gratuitos.

Negociação: São empresas que têm um sistema de remuneração amplo e flexível o suficiente para poder oferecer compensações e reconhecimento que mantenham no global pelo menos equivalência com o que o funcionário tinha antes. A comparação pura e simples de holleriths pode não demonstrar que algumas formas modernas de reconhecimento são até mesmo mais vantajosas do que aquelas altamente tributáveis e escritas no contracheque.

Aqui também a informação de mercado e o conhecimento dos limites e alternativas da sua profissão ou função serão de grande valia para uma verdadeira negociação. Quem conhece o seu valor, conhece o valor que o mercado paga e o que a empresa está oferecendo pode entrar bem numa negociação. Muito da sua decisão dependerá dos seus objetivos de vida, da sua idade e do quanto você quer investir nesta carreira.

De qualquer maneira, venda-se por um valor que você tem certeza que conseguirá corresponder em termos de desempenho e resultados. Os mais altos salários de uma empresa normalmente hoje estão associados a pessoas que são constantemente observadas e avaliadas em 360 º.




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Boletim SeniorNet nº42

Editorial



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