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International Herald Tribune
Sebastian Vallbracht, um empresário alemão com uma firma de consultoria iniciante, passou o ano passado esquadrinhando a Europa em busca de candidatos para vagas de consultoria cientifica e financeira. Mas os recém-formados não precisavam se candidatar, porque ele procurava pessoas com no mínimo 40 anos e, preferencialmente, na casa dos 50 ou dos 6O anos. Juntamente com seus três sócios, Vallbracht fundou em 2004 a VMVO Sênior Expert Consultancy. A idéia, disse, é que as grandes firmas de consultoria estão cheias de jovens inteligentes vindos diretamente das escolas de administração, mas que, quando se trata de experiência prática, não conseguem se igualar àqueles que estão no negocio ha décadas. Ele contratou 90 especialistas free-lance, com media de idade de 55 anos. Num continente onde a aposentadoria prematura ha muito tempo é considerada uma forma de abrir espaços para as gerações mais jovens, a firma de Vallbratch e um exemplo, embora extremado, de uma empresa que busca usar os veteranos, e não deixá-los de lado. Defrontadas com os problemas de sociedades em processo de envelhecimento, sistemas de pensão desconjuntados, crescentes custos da assistência medica e uma base tributaria em fase de encolhimento, mais e mais organizações estão pressionando os governos para aumentarem o numero de veteranos na força de trabalho. Isso pode significar tornar mais difícil para trabalhadores mais antigos abandonarem o mercado de trabalho, por induzi-los a voltar, proporcionando-lhes, por exemplo, mais possibilidades de trabalho de meio período. Muitos paises europeus tem leis destinadas a proteger os trabalhadores mais velhos, mas que, na realidade, acabam pre-julgando-os, dizem especialistas. Um exemplo e que freqüentemente se exige das empresas que paguem uma indenização mais generosa se despedirem trabalhadores antigos, o que faz com que elas se mostrem cautelosas em contratar pessoas com mais idade. Quando trabalhadores mais velhos deixam o mercado de trabalho prematuramente, isso é uma "perda em termos de produtividade para a nação", disse Michael Delaflnoy, fundador de uma federação de organizações da França que procura promover o emprego dessas pessoas. Delannoy disse ter recebido recentemente um telefonema de uma empresa francesa de tecnologia perguntando-lhe se ele conhecia pessoas com experiência numa determinada peça de software de design. "Eu respondi: 'Foram vocês quem inventaram o software. Por que não tem ninguém que sabe como usá-lo?'" Toda a equipe de funcionários veteranos envolvida no projeto havia sido demitida numa recente rodada de reestruturação, explicou o empresário.
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