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Aos trabalhadores maduros, o mérito da experiência e persistência.
Vivemos num pais que só agora começa a falar sobre idosos com base em números reais e não fantasiosos. Devemos receber com alegria notícias que apareceram, hoje, na página B4 da Folha de São Paulo. Na Grande São Paulo quase uma em cada quatro pessoas do grupo da População Economicamente Ativa tem mais de 60 anos!!!! Já não estamos em minoria numa mesa de quatro lugares. – temos o nosso garantido. Já havíamos festejado notícias anteriores com resultados de uma pesquisa do IBGE feita nas seis maiores regiões metropolitanas do país, entre julho de 2003 e julho de 2004. Por esta pesquisa 64%, repetimos , 64% das pessoas que conseguiram retornar ao mercado de trabalho neste período tinham mais de 40 anos de idade. Ainda segundo esta pesquisa, 52,8% dos trabalhadores com mais de 60 anos ( 357 mil na região metropolitana de São Paulo) estão concentrados no setor de serviços. 22,3% no comércio e 11,9% na indústria. Nada mal para um segmento que quase se acostumou a ser tratado a partir de idéias preconceituosas e pseudocientíficas. O rendimento mensal dos trabalhadores com mais de 60 anos, na região da grande São Paulo era de R$ 979,00 em 2003, segundo esta pesquisa. Nada mal considerando-se que a média geral dos trabalhadores ocupados foi de R$ 1.189,00. Está certo que a Folha traz como destaque reportagens de idosos que foram admitidos pela empresa Pizza Hut, e pelo Grupo Pão de Açúcar. Está claro que estes exemplos têm um pouco de marketing mas também está claro que o caminho é este : oferecer oportunidades para que pessoas idosas desempenhem atividades laborais, de acordo com as suas competências e interesses, até quando quiserem e puderem. Estes projetos de empresas demonstram, principalmente duas verdades : 1. o trabalho é parte inseparável de projetos de envelhecimento bem sucedido pelo uso e desenvolvimento contínuo de recursos emocionais, intelectuais e sociais. 2. que as empresas começam a demonstrar responsabilidade social e a apostar na geratividade como relação de troca entre empresas, sociedade e idosos e não como uma ação unilateral de benemerência.
Estas verdades começam a ser vistas e testadas não só para pessoas com mais de 60 anos de idade mas também para aquelas com mais de 50 e mais de 40. Este é o grupo básico de trabalhadores que interage conosco na Senioridade e com o qual gostaríamos de brindar – a gangorra está se movendo! Aos jovens o que deva ser dos jovens mas aos maduros o que venha a ser mérito da maturidade.A sociedade ( governo) precisa abrir espaço para os jovens mas sem fechar oportunidades de coroamento de carreiras e vidas dedicadas ao trabalho e à família. A Senioridade continuará apoiando os esforços da maturidade para mostrar o seu valor.
Parabéns a todos nós.
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