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Os novos velhos. Ou melhor seria dizer, logo na "lata" :
acostumem-se que chegamos para ficar.
A leitura do livro Age
Power- How the 21st century will be ruled by the new
old, de Ken Dychtwald, é muito instigante.
Com a facilidade americana para números, ele apresenta um quadro
geral do crescimento do poderio financeiro, intelectual e político
dos maduros. Nada a ver, ainda, com a nossa realidade mas vale a
pena começar a pensar.
Ele sugere que o crescimento da população madura nos Estados Unidos
terá impactos profundos nos negócios, nas relações familiares e
no trabalho.
O aumento na perspectiva de vida e, principalmente, a continuidade
da ação laboral, social e política dos maduros fará com que os comportamentos
dos velhos que conhecemos fiquem para a história. Ele fala de influência
e poder e não apenas de convivência.
Isso acontecerá, segundo Dychtwald, não porque os jovens ficarão
mais bonzinhos mas porque os maduros ficarão mais competentes.
Ele usa, de forma bem americana, alguns argumentos materialistas
e fortes para sugerir a força da maturidade nos EUA :
1. Homens e mulheres com mais de 50 anos ganham, nos EUA, perto
de 2 trilhões de dólares.
2. Possuem por volta de 77% dos ativos financeiros daquele país.
3. Compram 43% de todos os seguros de residências.
4. Usam 35% de todo seguro de automóveis.
5. Possuem quase a metade de todos os cartões de crédito.
Tudo isso enquanto eles ainda não chegam a 1/3 da população geral.
Eles aprenderam a potencializar o próprio valor e a ocupar os espaços
de forma pró ativa. É claro que ele apresenta também,
outros dados instigantes e preocupantes :
1. Eles consomem 74% dos remédios receitados.
2. Representam 65% de hospital/dia.
3. 42% das consultas médicas.
Dychtwald, K.(1999) Age Power - how the 21st century will be
ruled by the new old. N.York, Tarcher & Putnan. |

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