SeniorNet - o ponto de encontro dos profissionais maduros na Internet
Senioridade


Fórum SeniorNet
Histórias e Estórias
Textos de Colaboradores
Entidades, Associações e Grupos de Interesse
Enquetes e Pesquisas da SeniorNet
Mensagens Recebidas



Textos de Colaboradores

Exercite a sua criatividade e pratique o saudável hábito de difundir conhecimentos a todos aqueles que frequentam a SeniorNet.

Encaminhe suas colaborações para o nosso email, seguindo o exemplo dos assinantes abaixo:


Você faz a diferença? - Gustavo C. Boog
Empregabilidade e Atividade Física - Helen Fávero
Eu nasci ontem! - Fátima Roseli Schette
Kit Segurança - Bruno Libelaresso Neri
Envelhecer: com mel ou fel? - José Roberto Ribeiro dos Santos
Queridos Papai e Mamãe - Noeliza Lima
De Empregado a Consultor- Ligia Angeli Dias dos Santos
A idade certa... - Noeliza Lima
Depressão: quebre esse círculo - Percy Andreazi
O Homem - Simão Horácio Bottesi
Aposentadoria à francesa - José Roberto Ribeiro dos Santos
Líderes Esclarecidos - Gabriela Samel
Volta ao Trabalho - José Roberto de Paula Domingues


Mais Textos:

Uma lenda sobre a Maturidade
Older Workers
Educação Continuada
Terceirização de Serviços
Outras Contribuições



Uma lenda sobre a Maturidade

Noeliza Bianchini de Lima, Psicóloga.
nlima@sigmabbs.com.br

As lendas, assim como a maturidade, contribuem para que a sabedoria seja transmitida de uma geração para outra. A Psicóloga Noeliza Bianchini de Lima nos oferece uma lenda como uma lenda deve ser.

Quem for às montanhas da Frigia verá um carvalho milenar, e bem perto, uma tília igualmente antiga. Ambas as árvores são cercadas por uma mureta baixa. Não longe fica um lago pantanoso, e restos de uma cidade destruída, aparentemente pelo tempo. Poucos saberão que simbolizam uma estória lendária plena de acolhimento, amor e humanidade. Como a Grécia está um pouco longe, vou contar-lhe esta lenda, assim você terá esta experiência que vem de um espaço e tempo muito distantes.

Não fará diferença porque o sentido das coisas é atemporal.

Um dia Zeus e seu filho Hermes (o mensageiro com asas nos pés) desceram à Frigia, com o objetivo de por à prova a hospitalidade humana. Bateram em muitas portas mas as pessoas não os recebiam, talvez achando que fossem mendigos assaltantes.

Já cansados chegaram a uma simples choupana onde vivia o casal Filemon e sua esposa Baucis. Estavam na meia idade. Tinham vivido juntos desde a juventude, em uma união que se baseava em companheirismo, simplicidade, trabalho e amor.

Quando bateram na porta o casal os recebeu com muita cordialidade. Colocaram à mesa seus melhores petiscos, a carne que estava guardada para ocasiões especiais, vegetais de sua horta. Para abreviar a espera do jantar, Filemon os distraía com um bate papo amigável.

Durante o jantar, muito saboroso, Filemon percebeu que o vinho não se esvaziava na garrafa. Amedrontado percebeu que aqueles hóspedes não eram comuns...E como os gregos antigos sabiam que quando milagres aconteciam era porque deuses estavam por perto, Filemon angustiado pediu aos hóspedes majestosos que os desculpassem por tão frugal refeição. Foi correndo pegar um ganso para incrementar a refeição, mas o ganso fugiu e foi para trás de Zeus, pedindo sua proteção, sendo atendido. Então Zeus disse a que vinha:

"Viemos testar os homens. Vocês foram os únicos a nos receber. Vou castigar aos seus vizinhos avarentos. Para que vocês não sofram, venham até o alto da montanha conosco.
Com dificuldade, pois já tinham uma locomoção difícil, apoiados em suas bengalas, Filemon e Baucis subiram a montanha. Lá em cima, ao olharem para baixo perceberam que toda a planície estava inundada. Tristes com o destino dos amigos, perceberam admirados que sua casa simples estava transformada em um templo dourado, sustentados por colunas, com piso de mármore. Zeus então concedeu a eles o direito de um desejo. O casal respondeu :
"Queremos ser vossos sacerdotes! Concedei-nos a guarda daquele templo! E como vivemos juntos tanto tempo, conceda-nos também morrer na mesma hora".
Seu desejo foi realizado. Zelaram muito tempo pelo templo. Um dia, já velhos, ambos viram um ao outro desaparecerem na relva verde. Ele tornou-se o carvalho, a árvore forte e provedora. Ela tornou-se a tília, a árvore suave e gentil, e nunca mais se separaram, ficando como símbolos de sabedoria, cumprimento do dever de cidadãos, e amor eterno.




"Older Workers" e os Profissionais de Recursos Humanos

Gabriela Samel, Consultora Associada - SeniorNet
gabysamel@hotmail.com

O profissional de Recursos Humanos exerce influência nos valores e costumes da organização, assim como, em seus trabalhadores que estão envelhecendo. Esses profissionais devem não somente valorizar e respeitar seus "older workers", que assim chamaremos no texto as pessoas mais velhas, mas também voltarem suas atenções ao mercado externo de "older workers", o qual se mostra repleto de trabalhadores de grandes potenciais.

É fato que a porcentagem da população acima de 55 anos vem crescendo a cada ano. Isso se passa pelo aumento de expectativas de vida que também se apresenta em crescimento, de acordo com uma pesquisa demográfica feita nos Estados Unidos. A média de idade da população irá crescer de 31,5 anos (em 1986) para 39 anos no ano 2000. Isto provém do fato das pessoas estarem vivendo mais tempo de vida e, em parte, por terem diminuído o número de filhos.

Portanto, os "older workers" nos Estados Unidos e no mundo estão voltando para o mercado de trabalho. Um estudo realizado recentemente nos Estados Unidos mostra que contratar "older workers" não é somente fazer um bem à humanidade ajudando ao próximo, mas é, antes de mais nada, excelente para seus negócios. Grandes empresas mostram-se, a cada dia, mais interessadas em admitir e atrair pessoas mais velhas para seu quadro de trabalhadores, através de trabalhos de meio período ou outras opções de horários.

Uma pesquisa a respeito da performance dos trabalhadores com mais de 55 anos em três diferentes corporações, as quais tinham como filosofia contratar pessoas mais velhas, mostra que "older workers" podem ser facilmente treinados para trabalhos de alta tecnologia, desde que o treinamento seja adaptado à eles; são extremamente flexíveis em relação a horários de trabalho; apresentam taxas mais baixas de rotatividade e níveis de absenteísmo comparando com pessoas mais jovens, além de se mostrarem freqüentemente melhores vendedores.

Por exemplo, uma rede americana de hotéis emprega um grupo de "older workers" para cuidar de suas reservas feitas pelo computador e pela central telefônica. Essa rede de hotéis não está sozinha, a terceira maior companhia de seguro dos Estados Unidos emprega um time de aposentados para receberem reclamações dos consumidores, pois se mostram muito mais pacientes e atenciosos com os clientes. Podemos perceber que teremos grandes modificações no mercado de trabalho nos próximos anos.

Empresas como a Grumman Corporation, Traveler's, McDonald's e Days Inn Hotel têm encontrado inúmeras vantagens em "older workers". Por exemplo, o Days Inn Hotel nunca se sentiu estar fazendo caridade ao contratar uma pessoa mais velha. Em 1986, seus gerentes em Atlanta decidiram contratar alguns "older workers" e ficaram extremamente satisfeitos com os resultados. Anos mais tarde, 25% dos 600 trabalhadores da central de reservas do Days Inn Hotel eram "older workers".

Entretanto, nós temos que pensar quem são esses chamados "older workers". Pessoas com vasta experiência profissional e de vida incluindo o que se segue:

- Pessoas que tiveram mudanças em meia-vida de carreira: que foram demitidos ou saíram voluntariamente para tentarem novos campos.
- Trabalhadores com menos de 62 anos que apresentam-se sem emprego: que trabalharam a vida inteira mais estão sem trabalho, muitas vezes, involuntariamente, através de reduções do quadro de trabalhadores ou fechamento de empresas.
- Aposentados, pessoas que aposentaram-se mais cedo através de pacotes praticamente irrecusáveis e, também, os que se aposentaram em seu período considerado normal.

Podemos também incluir "older workers" que estão ainda trabalhando, como Mary Seymour, aos 83 anos. Ela insiste que 19 horas de trabalho semanais na empresa de seguros, onde ela trabalha há 60 anos, a mantém jovem. Ela diz que realmente gosta do que faz, "Eu penso que se você fica em casa o dia todo sua vida logo se torna sombria".
Eu, particularmente, não considero um grande negócio "older workers" ficarem em casa durante o dia inteiro, seja lendo seu jornal, assistindo televisão ou tentando dar ordens para quem está a seu lado dentro de casa: marido/mulher, filhos, empregada ou para os cachorros. Depois de 30 anos trabalhando e produzindo, sua presença dentro de casa durante o dia se torna comprometida. Essas pessoas querem continuar produzindo, se sentindo úteis, usando toda sua experiência que adquiriram durante sua vida inteira. Horários flexíveis permitem que a empresa usufrua desses profissionais mais velhos repletos de experiência, enquanto permitem que eles aproveitem suas vidas, algo que tanto merecem, nos horários que estão fora. Como vemos, horários flexíveis ou meio período, ajudam "older workers" manterem sua auto-estima elevada, ou seja, darem a si próprios seu merecido valor.

Nós tendemos a pensar em pessoas mais velhas em termos de saúde a longo prazo, medicações e nos efeitos que terão nos custos de planos de saúde para a empresa. Entretanto, há milhões e milhões de "older workers" que são pessoas saudáveis de cheios de vontade de trabalhar, sendo também produtivos a ativos.

A "Green Thumb" é um serviço da comunidade senior nos Estados Unidos, designada para trabalhadores maduros, indiferente à sua idade ou rendimento. O programa ajuda pessoas mais velhas encontrarem trabalhos de acordo com suas habilidades e preferências de trabalho enquanto, ao mesmo tempo, ajuda as empresas a preencherem seu quadro de trabalhadores temporários, permanente período integral e meio-período, com trabalhadores capazes, dignos de confiança e com experiência. Organizações que utilizam os serviços do "Green Thumb" acham que seus trabalhadores têm muito o que contribuir pelos seus muitos anos de experiência. Um dos seus objetivos é mudar negativas atitudes e estereótipos a respeito de pessoas mais velhas, através de educação pública e sucessos demonstrados.

Pesquisas mostram que existem agora mais de 6 milhões de "older workers" prontos e desejando voltar ao mercado de trabalho. Ironicamente, analistas americanos dizem que a maior barreira para se contratar pessoas mais velhas nos Estados Unidos são as leis federais. Se você tem mais de 65 anos e volta para o trabalho, provavelmente você irá perder todos os benefícios de saúde pública e do seguro social, uma vez que o seu salário não poderá ultrapassar 9700 dólares por ano. Mas os americanos estão conseguindo reverter esse quadro. Em 1996, ocorreu uma mudança nas leis do Seguro Social que permite que pessoas com mais de 65 anos ganhem seus salários sem serem afetados no recebimento de seu Seguro Social, o que todo cidadão americano tem o direito de receber em uma certa idade e é muito esperado por eles. Como resultado dessa mudança, o número de "older workers"interessados em trabalhos de meio-período e trabalhos por hora cresceram.

Eu acredito que como profissionais de Recursos Humanos, nós temos que abrir nossos olhos para a nova demanda de "older workers"que querem trabalhar. Mais do que contratando-os ou mantendo-os por caridade, nós podemos começar a fazer isso com o objetivo de gerar lucro, enquanto aumentamos rendimentos, benefícios e resultados. Consequentemente, usando seus talentos e habilidades esses "older workers" ajudam a sociedade a mudar o estereótipo sobre as pessoas que estão envelhecendo.




A Educação Continuada é uma Necessidade
Diante das Mudanças

Roberto Monti é Gerente de Assuntos de Pessoal da Volvo do Brasil S/A
rmonti@sigmabbs.com.br

A grande maioria das pessoas quer e necessita trabalhar. Porém, diante de tantas mudanças que estão ocorrendo no Brasil e no mundo, fica cada vez mais competitivos o mercado de trabalho e as oportunidades de negócios. Pensando no país e na formação profissional dos trabalhadores torna-se necessário um plano educacional nacional, estratégico, eficiente e abrangente, com capacidade de respostas rápidas às novas necessidades do mundo moderno.

A Educação deve ser vista como um contínuo processo de auto conhecimento do homem como um todo, de aquisição de novas informações e desenvolvimento de habilidades que usadas na vida e para a vida, possam proporcionar bem estar social, psicológico e econômico. Um sistema de educação ideal quando direcionado para o trabalho, deveria estar estruturado e organizado para poder oferecer qualificação profissional para todas as pessoas que dele precisem; para o jovem em início de carreira, bem como o trabalhador no meio da carreira profissional ou aquele trabalhador com idade mais avançada. No entanto, isto não ocorre. Nem todos tem acesso à escola, e aqueles que já freqüentaram um curso superior na sua maioria não retornam às escolas tradicionais para atualizarem-se profissionalmente. Não voltam porque a própria sociedade - empresas - não valorizam sua formação educacional e qualificação profissional dada a idade avançada. Por outro lado são poucas as instituições de ensino que estão preparadas para atender as mais variadas necessidades e interesses profissionais que os trabalhadores necessitam diante das novas tecnologias e condições de trabalho que se vislumbram no cenário nacional.

Para o desenvolvimento do país precisamos criar uma cultura de freqüência e manutenção das pessoas nas salas de aulas, quer no ensino básico, médio e nos níveis superiores e em processos educacionais específicos de qualificações que consigam atender as mais diversas necessidades impostas pelas novas tecnologias e pelos negócios.

No entanto, quando falamos de atualização profissional e reciclagem de qualificações, estamos falando dos programas de educação continuada, que podem ser dirigidos aos jovens e adultos, inclusive da meia idade, e que precisam suprir lacunas recentes ou criadas ao longo da vida profissional. São programas de educação direcionados à uma ou a um grupo de pessoas que num dado momento da vida profissional necessitam rever, refletir, adquirir novos conhecimentos e passar por um processo de reciclagem profissional pelos mais variados motivos da vida pessoal e profissional. Estes programas estão estruturados em técnicas de ensino voltadas para o adulto com ênfase na vivência prática profissional.

Por motivos diversos e mesmo culturais nossa sociedade coloca de lado estes profissionais que passaram da meia idade, sem razões convincentes, o que acaba prejudicando a própria comunidade, pois trata esta força de trabalho de muitos anos de vivência empresarial sem considerar a possibilidade de aproveitamento sob condições diferenciadas.

Se esperamos um país desenvolvido e preocupado com seus cidadãos, precisamos criar mecanismos alternativos que absorvam este contingente de profissionais, além de precisarmos acabar com a cultura de exclusão dos meios produtivos em nome da idade. Para isto, esses profissionais devem lançar mão das tecnologias de ensino-aprendizagem da educação continuada para reciclarem-se em termos de conhecimentos e habilidades, fazerem ajustes de rumo na carreira ou iniciarem um novo negócio, desenvolvendo habilidades e competências necessárias para o mercado de trabalho e para sua ocupação profissional.

Vejamos porque a educação profissional deve ser permanente. Porque neste mundo de transformações e de globalização as tecnologias e conhecimentos tornam-se obsoletos. Conforme podemos observar no nosso trabalho a linguagem diária é: Mais habilidade, mais competência, mais flexibilidade, mais criatividade, mais planejamento, mais desenvolvimento, mais produtos, mais clientes, mais qualidade, mais negócios, mais conhecimento, mais tecnologia, mais resultados, mais e mais coisas.

Se diante desse mundo globalizado e de tantas transformações, a tecnologia, produto e serviços tendem a se igualar, restará apenas um aspecto a ser o diferencial: a inteligência e suas manifestações nos seus mais amplos campos, ou seja as habilidades e competências. Estas quando direcionadas, atualizadas e desenvolvidas para um trabalho ou negócio, tornam as pessoas capazes de realizarem novas tarefas, outros empreendimentos e assumirem novas responsabilidades. Habilidades e competências não tem idade e sexo. Portanto, para os profissionais que estão no meio da carreira ou em transição de carreira, a experiência profissional já adquirida e o amadurecimento pessoal somadas a educação continuada deverão criar oportunidades de trabalho iguais aos demais. Isto porque, o amadurecimento pessoal e a competência profissional serão cada vez mais indicativos de desempenho e resultados.

Para que o acesso a educação continuada não seja privilégio de uma minoria, as instituições de ensino públicas devem reunir mais recursos financeiros e planejar ações que atinjam maior número de trabalhadores, em especial aqueles que não dispõe de alternativas no ensino privado, e divulgarem na comunidade a oferta de cursos voltadas as necessidades atuais de mercado.

Sem pretensões filosóficas o portador destes predicativos será o homem educado, autônomo, humanizado, conhecedor de culturas, multifuncional, ecológico, familiar, afetivo, veloz, competitivo e criativo engajado em contínuos processos de auto desenvolvimento - educação continuada . A educação deve estar a serviço dos homens, onde o desenvolvimento e as qualificações profissionais não sejam processos isolados, direcionados a um grupo específico e desconectado de uma razão econômica e social, mas possa ocupar efetivamente as pessoas num regime de produção permanente, e quando houver falta de emprego ou trabalho seja possível realizar transferências de grupos de trabalhadores excedentes de uma empresa para outra, de uma região para outra, de um país para outro e vice versa.

Este novo trabalhador, independente de idade e sexo, preocupado em estar sempre aprendendo e crescendo profissionalmente estará melhor preparado para estas mudanças. Estará melhor capacitado e terá melhores condições para decidir o que lhe convém pessoalmente e profissionalmente. Será livre e capaz de escolher o emprego e os trabalhos que lhe permitirão ser feliz e comprometido com aquilo que se propõe a fazer.




TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS

Moacir dos Reis Filho, Coordenação do Grupo Qualyservice
moacir.f.reis@unilever.com

Artigo publicado no Jornal Correio Popular coluna da APARH - janeiro/99

O tema hoje em moda no mercado é: GLOBALIZAÇÃO!

È claro que a gente fala em tema, porque vive na boca do povo, até mesmo para algumas pessoas que nem sabem bem do que se trata, mas falam que as conseqüências do fracasso da sua vida profissional e até mesmo pessoal, esta ligada a esta tal GLOBALIZAÇÃO. No entanto, a gente que convive mais proximamente com o tema, sabe que não é só uma palavra comum na boca do povo, realmente é uma revolução na economia mundial, e que nós todos estamos sujeitos a sermos afetados, de uma maneira ou de outra pelos seus efeitos. Diante disso, podemos afirmar que mesmo aqueles que falam em GLOBALIZAÇÃO sem saber direito o que é, têm uma certa dose de razão, porque sentem na pele a realidade da nova ordem econômica mundial.

Eu vejo que a melhor maneira de nos prepararmos contra esses efeitos negativos da Globalização, digo isso porque vejo pontos positivos também, é nos organizarmos enquanto profissionais das áreas diversas ligadas a serviços, trocando nossas vivências não só acadêmicas, mas também de experiências bem ou mau sucedidas, pois possibilita amenizarmos as nossas tentativas e os nossos erros em projetos por nós incrementados.

Aí o leitor pode perguntar o que tem haver tudo isso com a terceirização de serviços?

Acho que tem tudo a ver, primeiro porque este braço da economia está sendo responsável pela maior parte da absorção da mão-de-obra despejada do campo e das indústrias, seja ela qualificada ou não, segundo, por ser resultado na maioria das vezes dos efeitos da globalização.

Partindo desses princípios, o setor de serviços cresce em tamanho e importância no contexto econômico mundial, e nós profissionais já ligados ao setor, temos a obrigação de acompanharmos este crescimento, seja para melhorarmos nossa performance profissional ou mesmo na preparação das outras pessoas, que estarão ingressando neste setor, futuramente. Só para se ter uma idéia, até o ano passado a maior empregadora do país era a Volkswagen, uma empresa do ramo industrial, contando com mais ou menos 32.000 funcionários, a partir deste ano a classificação passou a ser do Mac-Donalds, uma empresa genuinamente voltada ao ramo de serviços.

Retomando nosso assunto de desenvolvimento de pessoas, que estão ou deverão ingressar neste próspero setor, é que criamos há 02 anos, um Grupo de Profissionais voltados ao desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal. Através da troca de experiências e discussões sobre o setor de serviços, particularmente com abordagens mais aprofundadas em relação ao rol de prestadores de serviços existentes, hoje, no mercado e principalmente aos seus padrões de qualidade, observando que nem sempre atendem as nossas necessidades.

O grupo foi criado com o nome de QUALYSERVICE - Qualidade em Serviços. Reunimo-nos mensalmente na sede do CIESP de Indaiatuba, que gentilmente nos cedeu seu espaço e também porque entendeu o objetivo do grupo, dando-nos todo apoio, pois os resultados serão validos para outras empresas não associadas ao grupo, mas associadas ao CIESP.

Os resultados alcançados estão sendo surpreendentes, pois iniciamos com apenas 03 pessoas e hoje contamos com mais de 28, representando suas respectivas empresas, que contratam e convivem diariamente com serviços terceirizados. São empresas de médio e grande portes, pois nos facilita a troca de informações através das comparações.

Já realizamos vários treinamentos e Workshops, envolvendo fornecedores e tamadores de serviços, num verdadeiro momento de parcerias bem sucedidas. Discutimos problemas e já encontramos muitas soluções, enfim uma iniciativa que deu certo!

Nós do Qualyserviçe acreditamos muito nesses encontros, pois temos sentido na pele que se há um caminho ainda muito longo a percorrer, e não podemos ser lentos, pois a proporção de crescimento do setor de serviços caminha numa velocidade alarmante, todos nós podemos observar inúmeras variações e ramos diferentes de prestadores de serviços e cada vez chegando mais.

Infelizmente, nem todos oferecem uma padrão de qualidade mínima, portanto devemos estar preparados também para não comprarmos gato por lebre.

Terceirização, é um caminho sem volta, mas também pode ser a única saída para amenizar a questão do desemprego no Brasil e também no resto do mundo! Cabe aos profissionais, gestores de Contratos de Serviços, exigir dos Terceiros, qualidade no atendimento através de tecnologia, pessoal qualificado e motivado.




OUTRAS CONTRIBUIÇÕES


Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com

Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
23/10/98


Recrutamento de Older Workers

Uma pesquisa demográfica, realizada aqui nos Estados Unidos, revela que a porcentagem da população com mais de 55 anos continua crescendo a cada ano, devido ao aumento de expectativas de vida.

Quando discutimos recrutamento de "older workers", nossa primeira tarefa é identificar quem são as pessoas incluídas nesse grupo. Podemos considerar indivíduos mais velhos e com experiência de trabalho, incluindo:
- pessoas em meia-vida de carreira, as quais foram despedidas ou deixaram seus trabalhos voluntariamente para tentar novos campos
- pessoas sem trabalho, com menos de 62 anos, com experiência e que deixaram a empresa, geralmente involuntariamente, através de reduções de trabalhadores ou fechamento de fabrica
- aposentados, incluindo os que se aposentaram mais cedo ou na idade esperada

Em recente pesquisa, A Associação Americana de Pessoas Aposentadas (AARP), investigando o recrutamento de "older workers", constatou que entre as preocupações mais freqüentes entre eles são as seguintes:
* Posso conseguir um emprego mesmo sendo mais velho e faltando conhecimento de alguma nova técnica?
* Posso participar de um re-treinamento?
* Os outros funcionários serão pacientes comigo enquanto eu aprendo uma nova técnica?
* Os horários de trabalho são flexíveis o suficiente para eu conseguir atender as outras demandas de vida?

A realidade é que a maioria dos "older workers" tem preocupações parecidas. Portanto, é importante que eles não sejam vistos pela sua idade, mas como pessoas que tem experiência e que talvez necessitem de algum treinamento, como muitos outros trabalhadores. É fato que pessoas mais velhas geralmente já tem bom conhecimentos e bons hábitos de trabalho. Muitas empresas tem percebido que esses trabalhadores apresentam uma taxa mais baixa de absenteísmo e rotatividade, melhor atendimento ao cliente, menos conflitos interpessoais e são como mentores para trabalhadores mais jovens.

Aposentados geralmente querem trabalhar meio-expediente ou período integral em temporadas. Empresas como Grummam Corporation, Traveler's, McDonald's and Days Inn Hotel tem encontrado inúmeras vantagens nesses trabalhadores. Por exemplo, o hotel Days Inn nunca acreditou estar defendendo "older workers" enquanto os contrata. Nos anos 80, gerentes do hotel contrataram algumas pessoas mais velhas e ficaram extremamente satisfeitos com o resultado. Anos mais tarde, 25% dos seus 600 empregados eram "older workers", trabalhando no centro de reservas nacionais.

Concluindo, um crescente número de empresas está recrutando "older workers", que já trabalharam nas mesmas ou em outras empresas. Talvez, o que tem que ser mudada é a idéia de que a pessoa é empregada ou não empregada, aposentada ou não aposentada.



Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com
Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
08/10/98

Dados estatísticos são muito valorizados por aqui... Recentemente, foi publicado na seção de Recursos Humanos do Jornal Chronicle San Francisco, que a média de idade dos trabalhadores nos Estados Unidos irá crescer de 31,5 em 1986 para 39 anos no ano 2000.

As empresas estão admitindo pessoas mais velhas para retornar ao trabalho, através de projetos de meio expediente (part-time) e outras opções de horários. De acordo com o "U.S. Bureau of Labor Statistics" o número de trabalhadores com idade entre 55 e 64 anos trabalhando meio expediente tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Muitas dessas pessoas, os "older workers", perderam seus trabalhos ou por reestruturações em suas empresas que resultaram em um número grande de demissões; ou com aposentadorias antecipadas, estimuladas pelos sopões ou pacotes (buy-out packages), praticamente irrecusáveis.

Entretanto, não é um grande negócio ficar em casa o dia todo, lendo jornal, vendo T.V. ou dando ordens para a empregada. Após seus 40 anos trabalhando e produzindo dentro de uma empresa, seu lugar durante o dia dentro de casa fica comprometido. O "older worker" quer continuar produzindo, utilizando toda a experiência que adquiriu durante a vida. Porém, com horários mais flexíveis, já que ele merece algumas horas a mais para descansar, viajar, aproveitar a vida. Sem perder a sensação de que está sendo útil.

Em 1996 ocorreu uma mudança na regulamentação do Seguro Social (o qual qualquer cidadão americano precisa ter) onde aumentou-se o limite do salário anual de pessoas com mais de 65 anos, sem, no entanto, afetar o recebimento de seu Seguro. Com o resultado, o numero de "older workers" interessados em trabalhar meio período está crescendo e suas horas de trabalho também. Em 2002 o limite salarial será de $30,000 por ano, sendo que em 1996 era de $11,520.

A mudança de idade dos trabalhadores irá implicar nos seguintes aspectos:

1.
A aposentadoria irá mudar de caráter na organização - os "older workers" escolhem entre "phased" aposentadoria (ou seja, em etapas); aposentadoria antecipada, sendo estimulada com pacote ou sopão; ou trabalho de meio período.
2. Empresas de Serviços irão ativamente recrutar "senior workers" para muitos trabalhos.
3. Os benefícios de aposentadoria irão se tornar mais importantes, particularmente pensão e plano de saúde.
4. Menos oportunidades de promoção irão ocorrer para pessoas em meio de carreira "mid-career baby boomers" e "the baby busters".
5. Os chamados "baby boomers" terão múltiplas carreiras, pois a tendência é que eles deixem a empresa (voluntariamente para abrir seus próprios negócios ou através de reestruturações organizacionais).

Portanto, as empresas aqui nos E.U.A. já estão percebendo e dando valor aos "older workers" (ou seja, contratando-os!). Há séculos, no Japão os mais velhos são vistos e tratados como sábios, pela sua experiência de vida e sabedoria. Como nós, brasileiros, como pessoas e empresas, reconhecemos o valor das pessoas mais velhas?




Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com
Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
01/10/98

Dicas:

1. Muitas empresas aqui nos Estados Unidos (como por exemplo o McDonald's) tem programas especiais de trabalho para pessoas aposentadas. O que as empresas procuram nos aposentados? Conhecimentos técnicos, muita prática além de flexibilidade de horários. Eles geralmente se empregam por contratos temporários e fazem trabalhos específicos.

2. Aqui em São Francisco existe uma espécie de comissão de aposentados que procuram e divulgam estes tipos de serviços. Semanalmente eles aparecem na seção de classificados do jornal e oferecem seus serviços e sua disponibilidade. Por aqui eles são muito respeitados e procurados.

3. A função destas comissões parece que não se restringe apenas a oferecer e procurar oportunidades mas também organizar reuniões entre os aposentados para discutir problemas e temas importantes.

4. Vocês sabiam que os americanos trabalham em média apenas 2 anos para uma empresa? Em média pois muitos aqui trabalham menos de 1 ano por emprego. Esse problema de rotatividade está tão sério por aqui que as empresas só estão admitindo funcionários com contrato de trabalho de, no mínimo 3 anos com a opção da empresa quebrar o contrato caso o funcionário não consiga atingir seus objetivos. As empresas investem no funcionário e dizem que estes não vestem a camisa. De quem será a culpa? A competitividade entre as empresas está aí e será que pagar treinamento é o suficiente?




O que o filho pensa do pai:

Aos 07 anos - papai é grande. Sabe tudo!

Aos 14 anos - parece que papai se engana em certas coisas que diz ...

Aos 20 anos - papai está um pouco atrasado em suas teorias; não desta época ...

Aos 25 anos - o "coroa" não sabe nada ... está caducando, decididamente.

Aos 35 anos - com minha experiência, meu pai seria, hoje, milionário ...

Aos 45 anos - não sei se consulto o "velho"; talvez me pudesse aconselhar ...

Aos 55 anos - que pena papai ter morrido; a verdade é que ele tinha idéias notáveis!

Aos 60 anos - pobre papai! Era sábio! Como lastimo tê-lo compreendido tão tarde ...


Enviado por - Mariana Karina Dimarzio - 23/09/98




Vida Mais Longa

O cérebro bem estimulado em tarefas como leitura, aprendizado de novas línguas, resolução de problemas matemáticos ou mesmo em tarefas rotineiras no trabalho pode esticar a longevidade de uma pessoa e evitar que ela sofra de problemas típicos da velhice, como a senilidade e a perda de memória.


Informa - Alice Granato - Veja - 19/08/98




Calorias

As torradas, muito recomendadas para quem quer perder peso, são um perigo porque têm quase o dobro de calorias do tradicional pão francês fresco, revelou uma pesquisa do departamento de nutrição da Universidade de São Paulo.


Informa-Eduardo Junqueira - Veja - 02/09/98

Quem diria, não?
Quantos de nós deixamos de sentir o cheirinho gostoso de um pão quentinho, pensando que estávamos no caminho de ingerir menos calorias.

Boletim SeniorNet nº42

Editorial



Não recebeu este último Boletim SeniorNet?

Se você é assinante e deseja atualizar seu e-mail ou caso ainda não esteja cadastrado e deseje assinar o SeniorNet clique aqui.

Banco de Currícula

Cadastre-se ou recadastre-se no banco de currícula.