Uma lenda sobre a Maturidade
Noeliza Bianchini de Lima, Psicóloga.
nlima@sigmabbs.com.br
As lendas, assim como a maturidade, contribuem para que a sabedoria
seja transmitida de uma geração para outra. A Psicóloga
Noeliza Bianchini de Lima nos oferece uma lenda como uma lenda deve
ser.
Quem for às montanhas da Frigia verá um carvalho milenar,
e bem perto, uma tília igualmente antiga. Ambas as árvores
são cercadas por uma mureta baixa. Não longe fica
um lago pantanoso, e restos de uma cidade destruída, aparentemente
pelo tempo. Poucos saberão que simbolizam uma estória
lendária plena de acolhimento, amor e humanidade. Como a
Grécia está um pouco longe, vou contar-lhe esta lenda,
assim você terá esta experiência que vem de um
espaço e tempo muito distantes.
Não fará diferença porque o sentido das coisas
é atemporal.
Um dia Zeus e seu filho Hermes (o mensageiro com asas nos pés)
desceram à Frigia, com o objetivo de por à prova a
hospitalidade humana. Bateram em muitas portas mas as pessoas não
os recebiam, talvez achando que fossem mendigos assaltantes.
Já cansados chegaram a uma simples choupana onde vivia o
casal Filemon e sua esposa Baucis. Estavam na meia idade. Tinham
vivido juntos desde a juventude, em uma união que se baseava
em companheirismo, simplicidade, trabalho e amor.
Quando bateram na porta o casal os recebeu com muita cordialidade.
Colocaram à mesa seus melhores petiscos, a carne que estava
guardada para ocasiões especiais, vegetais de sua horta.
Para abreviar a espera do jantar, Filemon os distraía com
um bate papo amigável.
Durante o jantar, muito saboroso, Filemon percebeu que o vinho não
se esvaziava na garrafa. Amedrontado percebeu que aqueles hóspedes
não eram comuns...E como os gregos antigos sabiam que quando
milagres aconteciam era porque deuses estavam por perto, Filemon
angustiado pediu aos hóspedes majestosos que os desculpassem
por tão frugal refeição. Foi correndo pegar
um ganso para incrementar a refeição, mas o ganso
fugiu e foi para trás de Zeus, pedindo sua proteção,
sendo atendido. Então Zeus disse a que vinha:
"Viemos testar os homens. Vocês foram os únicos
a nos receber. Vou castigar aos seus vizinhos avarentos. Para que
vocês não sofram, venham até o alto da montanha
conosco.
Com dificuldade, pois já tinham uma locomoção
difícil, apoiados em suas bengalas, Filemon e Baucis subiram
a montanha. Lá em cima, ao olharem para baixo perceberam
que toda a planície estava inundada. Tristes com o destino
dos amigos, perceberam admirados que sua casa simples estava transformada
em um templo dourado, sustentados por colunas, com piso de mármore.
Zeus então concedeu a eles o direito de um desejo. O casal
respondeu : "Queremos ser vossos sacerdotes! Concedei-nos
a guarda daquele templo! E como vivemos juntos tanto tempo, conceda-nos
também morrer na mesma hora".
Seu desejo foi realizado. Zelaram muito tempo pelo templo. Um dia,
já velhos, ambos viram um ao outro desaparecerem na relva
verde. Ele tornou-se o carvalho, a árvore forte e provedora.
Ela tornou-se a tília, a árvore suave e gentil, e
nunca mais se separaram, ficando como símbolos de sabedoria,
cumprimento do dever de cidadãos, e amor eterno.
"Older Workers" e os Profissionais de Recursos
Humanos
Gabriela Samel, Consultora Associada - SeniorNet
gabysamel@hotmail.com
O profissional de Recursos Humanos exerce influência nos valores
e costumes da organização, assim como, em seus trabalhadores
que estão envelhecendo. Esses profissionais devem não
somente valorizar e respeitar seus "older workers", que
assim chamaremos no texto as pessoas mais velhas, mas também
voltarem suas atenções ao mercado externo de "older
workers", o qual se mostra repleto de trabalhadores de grandes
potenciais.
É fato que a porcentagem da população acima
de 55 anos vem crescendo a cada ano. Isso se passa pelo aumento
de expectativas de vida que também se apresenta em crescimento,
de acordo com uma pesquisa demográfica feita nos Estados
Unidos. A média de idade da população irá
crescer de 31,5 anos (em 1986) para 39 anos no ano 2000. Isto provém
do fato das pessoas estarem vivendo mais tempo de vida e, em parte,
por terem diminuído o número de filhos.
Portanto, os "older workers" nos Estados Unidos e no mundo
estão voltando para o mercado de trabalho. Um estudo realizado
recentemente nos Estados Unidos mostra que contratar "older
workers" não é somente fazer um bem à
humanidade ajudando ao próximo, mas é, antes de mais
nada, excelente para seus negócios. Grandes empresas mostram-se,
a cada dia, mais interessadas em admitir e atrair pessoas mais velhas
para seu quadro de trabalhadores, através de trabalhos de
meio período ou outras opções de horários.
Uma pesquisa a respeito da performance dos trabalhadores com mais
de 55 anos em três diferentes corporações, as
quais tinham como filosofia contratar pessoas mais velhas, mostra
que "older workers" podem ser facilmente treinados para
trabalhos de alta tecnologia, desde que o treinamento seja adaptado
à eles; são extremamente flexíveis em relação
a horários de trabalho; apresentam taxas mais baixas de rotatividade
e níveis de absenteísmo comparando com pessoas mais
jovens, além de se mostrarem freqüentemente melhores
vendedores.
Por exemplo, uma rede americana de hotéis emprega um grupo
de "older workers" para cuidar de suas reservas feitas
pelo computador e pela central telefônica. Essa rede de hotéis
não está sozinha, a terceira maior companhia de seguro
dos Estados Unidos emprega um time de aposentados para receberem
reclamações dos consumidores, pois se mostram muito
mais pacientes e atenciosos com os clientes. Podemos perceber que
teremos grandes modificações no mercado de trabalho
nos próximos anos.
Empresas como a Grumman Corporation, Traveler's, McDonald's e Days
Inn Hotel têm encontrado inúmeras vantagens em "older
workers". Por exemplo, o Days Inn Hotel nunca se sentiu estar
fazendo caridade ao contratar uma pessoa mais velha. Em 1986, seus
gerentes em Atlanta decidiram contratar alguns "older workers"
e ficaram extremamente satisfeitos com os resultados. Anos mais
tarde, 25% dos 600 trabalhadores da central de reservas do Days
Inn Hotel eram "older workers".
Entretanto, nós temos que pensar quem são esses chamados
"older workers". Pessoas com vasta experiência profissional
e de vida incluindo o que se segue:
- Pessoas que tiveram mudanças em meia-vida de carreira:
que foram demitidos ou saíram voluntariamente para tentarem
novos campos.
- Trabalhadores com menos de 62 anos que apresentam-se sem emprego:
que trabalharam a vida inteira mais estão sem trabalho, muitas
vezes, involuntariamente, através de reduções
do quadro de trabalhadores ou fechamento de empresas.
- Aposentados, pessoas que aposentaram-se mais cedo através
de pacotes praticamente irrecusáveis e, também, os
que se aposentaram em seu período considerado normal.
Podemos também incluir "older workers" que estão
ainda trabalhando, como Mary Seymour, aos 83 anos. Ela insiste que
19 horas de trabalho semanais na empresa de seguros, onde ela trabalha
há 60 anos, a mantém jovem. Ela diz que realmente
gosta do que faz, "Eu penso que se você fica em casa
o dia todo sua vida logo se torna sombria".
Eu, particularmente, não considero um grande negócio
"older workers" ficarem em casa durante o dia inteiro,
seja lendo seu jornal, assistindo televisão ou tentando dar
ordens para quem está a seu lado dentro de casa: marido/mulher,
filhos, empregada ou para os cachorros. Depois de 30 anos trabalhando
e produzindo, sua presença dentro de casa durante o dia se
torna comprometida. Essas pessoas querem continuar produzindo, se
sentindo úteis, usando toda sua experiência que adquiriram
durante sua vida inteira. Horários flexíveis permitem
que a empresa usufrua desses profissionais mais velhos repletos
de experiência, enquanto permitem que eles aproveitem suas
vidas, algo que tanto merecem, nos horários que estão
fora. Como vemos, horários flexíveis ou meio período,
ajudam "older workers" manterem sua auto-estima elevada,
ou seja, darem a si próprios seu merecido valor.
Nós tendemos a pensar em pessoas mais velhas em termos de
saúde a longo prazo, medicações e nos efeitos
que terão nos custos de planos de saúde para a empresa.
Entretanto, há milhões e milhões de "older
workers" que são pessoas saudáveis de cheios
de vontade de trabalhar, sendo também produtivos a ativos.
A "Green Thumb" é um serviço da comunidade
senior nos Estados Unidos, designada para trabalhadores maduros,
indiferente à sua idade ou rendimento. O programa ajuda pessoas
mais velhas encontrarem trabalhos de acordo com suas habilidades
e preferências de trabalho enquanto, ao mesmo tempo, ajuda
as empresas a preencherem seu quadro de trabalhadores temporários,
permanente período integral e meio-período, com trabalhadores
capazes, dignos de confiança e com experiência. Organizações
que utilizam os serviços do "Green Thumb" acham
que seus trabalhadores têm muito o que contribuir pelos seus
muitos anos de experiência. Um dos seus objetivos é
mudar negativas atitudes e estereótipos a respeito de pessoas
mais velhas, através de educação pública
e sucessos demonstrados.
Pesquisas mostram que existem agora mais de 6 milhões de
"older workers" prontos e desejando voltar ao mercado
de trabalho. Ironicamente, analistas americanos dizem que a maior
barreira para se contratar pessoas mais velhas nos Estados Unidos
são as leis federais. Se você tem mais de 65 anos e
volta para o trabalho, provavelmente você irá perder
todos os benefícios de saúde pública e do seguro
social, uma vez que o seu salário não poderá
ultrapassar 9700 dólares por ano. Mas os americanos estão
conseguindo reverter esse quadro. Em 1996, ocorreu uma mudança
nas leis do Seguro Social que permite que pessoas com mais de 65
anos ganhem seus salários sem serem afetados no recebimento
de seu Seguro Social, o que todo cidadão americano tem o
direito de receber em uma certa idade e é muito esperado
por eles. Como resultado dessa mudança, o número de
"older workers"interessados em trabalhos de meio-período
e trabalhos por hora cresceram.
Eu acredito que como profissionais de Recursos Humanos, nós
temos que abrir nossos olhos para a nova demanda de "older
workers"que querem trabalhar. Mais do que contratando-os ou
mantendo-os por caridade, nós podemos começar a fazer
isso com o objetivo de gerar lucro, enquanto aumentamos rendimentos,
benefícios e resultados. Consequentemente, usando seus talentos
e habilidades esses "older workers" ajudam a sociedade
a mudar o estereótipo sobre as pessoas que estão envelhecendo.
A Educação Continuada é uma Necessidade
Diante das Mudanças
Roberto Monti é Gerente de Assuntos de Pessoal da Volvo do
Brasil S/A
rmonti@sigmabbs.com.br
A grande maioria das pessoas quer e necessita trabalhar. Porém,
diante de tantas mudanças que estão ocorrendo no Brasil
e no mundo, fica cada vez mais competitivos o mercado de trabalho
e as oportunidades de negócios. Pensando no país e
na formação profissional dos trabalhadores torna-se
necessário um plano educacional nacional, estratégico,
eficiente e abrangente, com capacidade de respostas rápidas
às novas necessidades do mundo moderno.
A Educação deve ser vista como um contínuo
processo de auto conhecimento do homem como um todo, de aquisição
de novas informações e desenvolvimento de habilidades
que usadas na vida e para a vida, possam proporcionar bem estar
social, psicológico e econômico. Um sistema de educação
ideal quando direcionado para o trabalho, deveria estar estruturado
e organizado para poder oferecer qualificação profissional
para todas as pessoas que dele precisem; para o jovem em início
de carreira, bem como o trabalhador no meio da carreira profissional
ou aquele trabalhador com idade mais avançada. No entanto,
isto não ocorre. Nem todos tem acesso à escola, e
aqueles que já freqüentaram um curso superior na sua
maioria não retornam às escolas tradicionais para
atualizarem-se profissionalmente. Não voltam porque a própria
sociedade - empresas - não valorizam sua formação
educacional e qualificação profissional dada a idade
avançada. Por outro lado são poucas as instituições
de ensino que estão preparadas para atender as mais variadas
necessidades e interesses profissionais que os trabalhadores necessitam
diante das novas tecnologias e condições de trabalho
que se vislumbram no cenário nacional.
Para o desenvolvimento do país precisamos criar uma cultura
de freqüência e manutenção das pessoas
nas salas de aulas, quer no ensino básico, médio e
nos níveis superiores e em processos educacionais específicos
de qualificações que consigam atender as mais diversas
necessidades impostas pelas novas tecnologias e pelos negócios.
No entanto, quando falamos de atualização profissional
e reciclagem de qualificações, estamos falando dos
programas de educação continuada, que podem ser dirigidos
aos jovens e adultos, inclusive da meia idade, e que precisam suprir
lacunas recentes ou criadas ao longo da vida profissional. São
programas de educação direcionados à uma ou
a um grupo de pessoas que num dado momento da vida profissional
necessitam rever, refletir, adquirir novos conhecimentos e passar
por um processo de reciclagem profissional pelos mais variados motivos
da vida pessoal e profissional. Estes programas estão estruturados
em técnicas de ensino voltadas para o adulto com ênfase
na vivência prática profissional.
Por motivos diversos e mesmo culturais nossa sociedade coloca de
lado estes profissionais que passaram da meia idade, sem razões
convincentes, o que acaba prejudicando a própria comunidade,
pois trata esta força de trabalho de muitos anos de vivência
empresarial sem considerar a possibilidade de aproveitamento sob
condições diferenciadas.
Se esperamos um país desenvolvido e preocupado com seus cidadãos,
precisamos criar mecanismos alternativos que absorvam este contingente
de profissionais, além de precisarmos acabar com a cultura
de exclusão dos meios produtivos em nome da idade. Para isto,
esses profissionais devem lançar mão das tecnologias
de ensino-aprendizagem da educação continuada para
reciclarem-se em termos de conhecimentos e habilidades, fazerem
ajustes de rumo na carreira ou iniciarem um novo negócio,
desenvolvendo habilidades e competências necessárias
para o mercado de trabalho e para sua ocupação profissional.
Vejamos porque a educação profissional deve ser permanente.
Porque neste mundo de transformações e de globalização
as tecnologias e conhecimentos tornam-se obsoletos. Conforme podemos
observar no nosso trabalho a linguagem diária é: Mais
habilidade, mais competência, mais flexibilidade, mais criatividade,
mais planejamento, mais desenvolvimento, mais produtos, mais clientes,
mais qualidade, mais negócios, mais conhecimento, mais tecnologia,
mais resultados, mais e mais coisas.
Se diante desse mundo globalizado e de tantas transformações,
a tecnologia, produto e serviços tendem a se igualar, restará
apenas um aspecto a ser o diferencial: a inteligência e suas
manifestações nos seus mais amplos campos, ou seja
as habilidades e competências. Estas quando direcionadas,
atualizadas e desenvolvidas para um trabalho ou negócio,
tornam as pessoas capazes de realizarem novas tarefas, outros empreendimentos
e assumirem novas responsabilidades. Habilidades e competências
não tem idade e sexo. Portanto, para os profissionais que
estão no meio da carreira ou em transição de
carreira, a experiência profissional já adquirida e
o amadurecimento pessoal somadas a educação continuada
deverão criar oportunidades de trabalho iguais aos demais.
Isto porque, o amadurecimento pessoal e a competência profissional
serão cada vez mais indicativos de desempenho e resultados.
Para que o acesso a educação continuada não
seja privilégio de uma minoria, as instituições
de ensino públicas devem reunir mais recursos financeiros
e planejar ações que atinjam maior número de
trabalhadores, em especial aqueles que não dispõe
de alternativas no ensino privado, e divulgarem na comunidade a
oferta de cursos voltadas as necessidades atuais de mercado.
Sem pretensões filosóficas o portador destes predicativos
será o homem educado, autônomo, humanizado, conhecedor
de culturas, multifuncional, ecológico, familiar, afetivo,
veloz, competitivo e criativo engajado em contínuos processos
de auto desenvolvimento - educação continuada . A
educação deve estar a serviço dos homens, onde
o desenvolvimento e as qualificações profissionais
não sejam processos isolados, direcionados a um grupo específico
e desconectado de uma razão econômica e social, mas
possa ocupar efetivamente as pessoas num regime de produção
permanente, e quando houver falta de emprego ou trabalho seja possível
realizar transferências de grupos de trabalhadores excedentes
de uma empresa para outra, de uma região para outra, de um
país para outro e vice versa.
Este novo trabalhador, independente de idade e sexo, preocupado
em estar sempre aprendendo e crescendo profissionalmente estará
melhor preparado para estas mudanças. Estará melhor
capacitado e terá melhores condições para decidir
o que lhe convém pessoalmente e profissionalmente. Será
livre e capaz de escolher o emprego e os trabalhos que lhe permitirão
ser feliz e comprometido com aquilo que se propõe a fazer.
TERCEIRIZAÇÃO DE SERVIÇOS
Moacir dos Reis Filho, Coordenação do Grupo Qualyservice
moacir.f.reis@unilever.com
Artigo publicado no Jornal Correio Popular coluna da APARH -
janeiro/99
O tema hoje em moda no mercado é: GLOBALIZAÇÃO!
È claro que a gente fala em tema, porque vive na boca do
povo, até mesmo para algumas pessoas que nem sabem bem do
que se trata, mas falam que as conseqüências do fracasso
da sua vida profissional e até mesmo pessoal, esta ligada
a esta tal GLOBALIZAÇÃO. No entanto, a gente que convive
mais proximamente com o tema, sabe que não é só
uma palavra comum na boca do povo, realmente é uma revolução
na economia mundial, e que nós todos estamos sujeitos a sermos
afetados, de uma maneira ou de outra pelos seus efeitos. Diante
disso, podemos afirmar que mesmo aqueles que falam em GLOBALIZAÇÃO
sem saber direito o que é, têm uma certa dose de razão,
porque sentem na pele a realidade da nova ordem econômica
mundial.
Eu vejo que a melhor maneira de nos prepararmos contra esses efeitos
negativos da Globalização, digo isso porque vejo pontos
positivos também, é nos organizarmos enquanto profissionais
das áreas diversas ligadas a serviços, trocando nossas
vivências não só acadêmicas, mas também
de experiências bem ou mau sucedidas, pois possibilita amenizarmos
as nossas tentativas e os nossos erros em projetos por nós
incrementados.
Aí o leitor pode perguntar o que tem haver tudo isso com
a terceirização de serviços?
Acho que tem tudo a ver, primeiro porque este braço da economia
está sendo responsável pela maior parte da absorção
da mão-de-obra despejada do campo e das indústrias,
seja ela qualificada ou não, segundo, por ser resultado na
maioria das vezes dos efeitos da globalização.
Partindo desses princípios, o setor de serviços cresce
em tamanho e importância no contexto econômico mundial,
e nós profissionais já ligados ao setor, temos a obrigação
de acompanharmos este crescimento, seja para melhorarmos nossa performance
profissional ou mesmo na preparação das outras pessoas,
que estarão ingressando neste setor, futuramente. Só
para se ter uma idéia, até o ano passado a maior empregadora
do país era a Volkswagen, uma empresa do ramo industrial,
contando com mais ou menos 32.000 funcionários, a partir
deste ano a classificação passou a ser do Mac-Donalds,
uma empresa genuinamente voltada ao ramo de serviços.
Retomando nosso assunto de desenvolvimento de pessoas, que estão
ou deverão ingressar neste próspero setor, é
que criamos há 02 anos, um Grupo de Profissionais voltados
ao desenvolvimento e aperfeiçoamento pessoal. Através
da troca de experiências e discussões sobre o setor
de serviços, particularmente com abordagens mais aprofundadas
em relação ao rol de prestadores de serviços
existentes, hoje, no mercado e principalmente aos seus padrões
de qualidade, observando que nem sempre atendem as nossas necessidades.
O grupo foi criado com o nome de QUALYSERVICE - Qualidade em Serviços.
Reunimo-nos mensalmente na sede do CIESP de Indaiatuba, que gentilmente
nos cedeu seu espaço e também porque entendeu o objetivo
do grupo, dando-nos todo apoio, pois os resultados serão
validos para outras empresas não associadas ao grupo, mas
associadas ao CIESP.
Os resultados alcançados estão sendo surpreendentes,
pois iniciamos com apenas 03 pessoas e hoje contamos com mais de
28, representando suas respectivas empresas, que contratam e convivem
diariamente com serviços terceirizados. São empresas
de médio e grande portes, pois nos facilita a troca de informações
através das comparações.
Já realizamos vários treinamentos e Workshops, envolvendo
fornecedores e tamadores de serviços, num verdadeiro momento
de parcerias bem sucedidas. Discutimos problemas e já encontramos
muitas soluções, enfim uma iniciativa que deu certo!
Nós do Qualyserviçe acreditamos muito nesses encontros,
pois temos sentido na pele que se há um caminho ainda muito
longo a percorrer, e não podemos ser lentos, pois a proporção
de crescimento do setor de serviços caminha numa velocidade
alarmante, todos nós podemos observar inúmeras variações
e ramos diferentes de prestadores de serviços e cada vez
chegando mais.
Infelizmente, nem todos oferecem uma padrão de qualidade
mínima, portanto devemos estar preparados também para
não comprarmos gato por lebre.
Terceirização, é um caminho sem volta, mas
também pode ser a única saída para amenizar
a questão do desemprego no Brasil e também no resto
do mundo! Cabe aos profissionais, gestores de Contratos de Serviços,
exigir dos Terceiros, qualidade no atendimento através de
tecnologia, pessoal qualificado e motivado.
OUTRAS CONTRIBUIÇÕES
Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com
Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo
cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
23/10/98
Recrutamento de Older Workers
Uma pesquisa demográfica, realizada aqui nos Estados
Unidos, revela que a porcentagem da população com
mais de 55 anos continua crescendo a cada ano, devido ao aumento
de expectativas de vida.
Quando discutimos recrutamento de "older workers", nossa
primeira tarefa é identificar quem são as pessoas
incluídas nesse grupo. Podemos considerar indivíduos
mais velhos e com experiência de trabalho, incluindo:
- pessoas em meia-vida de carreira, as quais foram despedidas ou
deixaram seus trabalhos voluntariamente para tentar novos campos
- pessoas sem trabalho, com menos de 62 anos, com experiência
e que deixaram a empresa, geralmente involuntariamente, através
de reduções de trabalhadores ou fechamento de fabrica
- aposentados, incluindo os que se aposentaram mais cedo ou na idade
esperada
Em recente pesquisa, A Associação Americana de Pessoas
Aposentadas (AARP), investigando o recrutamento de "older workers",
constatou que entre as preocupações mais freqüentes
entre eles são as seguintes:
* Posso conseguir um emprego mesmo sendo mais velho e faltando conhecimento
de alguma nova técnica?
* Posso participar de um re-treinamento?
* Os outros funcionários serão pacientes comigo enquanto
eu aprendo uma nova técnica?
* Os horários de trabalho são flexíveis o suficiente
para eu conseguir atender as outras demandas de vida?
A realidade é que a maioria dos "older workers"
tem preocupações parecidas. Portanto, é importante
que eles não sejam vistos pela sua idade, mas como pessoas
que tem experiência e que talvez necessitem de algum treinamento,
como muitos outros trabalhadores. É fato que pessoas mais
velhas geralmente já tem bom conhecimentos e bons hábitos
de trabalho. Muitas empresas tem percebido que esses trabalhadores
apresentam uma taxa mais baixa de absenteísmo e rotatividade,
melhor atendimento ao cliente, menos conflitos interpessoais e são
como mentores para trabalhadores mais jovens.
Aposentados geralmente querem trabalhar meio-expediente ou período
integral em temporadas. Empresas como Grummam Corporation, Traveler's,
McDonald's and Days Inn Hotel tem encontrado inúmeras vantagens
nesses trabalhadores. Por exemplo, o hotel Days Inn nunca acreditou
estar defendendo "older workers" enquanto os contrata.
Nos anos 80, gerentes do hotel contrataram algumas pessoas mais
velhas e ficaram extremamente satisfeitos com o resultado. Anos
mais tarde, 25% dos seus 600 empregados eram "older workers",
trabalhando no centro de reservas nacionais.
Concluindo, um crescente número de empresas está recrutando
"older workers", que já trabalharam nas mesmas
ou em outras empresas. Talvez, o que tem que ser mudada é
a idéia de que a pessoa é empregada ou não
empregada, aposentada ou não aposentada.
Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com
Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo
cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
08/10/98
Dados estatísticos são muito valorizados por aqui...
Recentemente, foi publicado na seção de Recursos Humanos
do Jornal Chronicle San Francisco, que a média de idade dos
trabalhadores nos Estados Unidos irá crescer de 31,5 em 1986
para 39 anos no ano 2000.
As empresas estão admitindo pessoas mais velhas para retornar
ao trabalho, através de projetos de meio expediente (part-time)
e outras opções de horários. De acordo com
o "U.S. Bureau of Labor Statistics" o número de
trabalhadores com idade entre 55 e 64 anos trabalhando meio expediente
tem crescido consideravelmente nos últimos anos. Muitas dessas
pessoas, os "older workers", perderam seus trabalhos ou
por reestruturações em suas empresas que resultaram
em um número grande de demissões; ou com aposentadorias
antecipadas, estimuladas pelos sopões ou pacotes (buy-out
packages), praticamente irrecusáveis.
Entretanto, não é um grande negócio ficar em
casa o dia todo, lendo jornal, vendo T.V. ou dando ordens para a
empregada. Após seus 40 anos trabalhando e produzindo dentro
de uma empresa, seu lugar durante o dia dentro de casa fica comprometido.
O "older worker" quer continuar produzindo, utilizando
toda a experiência que adquiriu durante a vida. Porém,
com horários mais flexíveis, já que ele merece
algumas horas a mais para descansar, viajar, aproveitar a vida.
Sem perder a sensação de que está sendo útil.
Em 1996 ocorreu uma mudança na regulamentação
do Seguro Social (o qual qualquer cidadão americano precisa
ter) onde aumentou-se o limite do salário anual de pessoas
com mais de 65 anos, sem, no entanto, afetar o recebimento de seu
Seguro. Com o resultado, o numero de "older workers" interessados
em trabalhar meio período está crescendo e suas horas
de trabalho também. Em 2002 o limite salarial será
de $30,000 por ano, sendo que em 1996 era de $11,520.
A mudança de idade dos trabalhadores irá implicar
nos seguintes aspectos:
1. A aposentadoria irá mudar de caráter na
organização - os "older workers" escolhem
entre "phased" aposentadoria (ou seja, em etapas); aposentadoria
antecipada, sendo estimulada com pacote ou sopão; ou trabalho
de meio período.
2. Empresas de Serviços irão ativamente
recrutar "senior workers" para muitos trabalhos.
3. Os benefícios de aposentadoria irão
se tornar mais importantes, particularmente pensão e plano
de saúde.
4. Menos oportunidades de promoção
irão ocorrer para pessoas em meio de carreira "mid-career
baby boomers" e "the baby busters".
5. Os chamados "baby boomers" terão
múltiplas carreiras, pois a tendência é que
eles deixem a empresa (voluntariamente para abrir seus próprios
negócios ou através de reestruturações
organizacionais).
Portanto, as empresas aqui nos E.U.A. já estão percebendo
e dando valor aos "older workers" (ou seja, contratando-os!).
Há séculos, no Japão os mais velhos são
vistos e tratados como sábios, pela sua experiência
de vida e sabedoria. Como nós, brasileiros, como pessoas
e empresas, reconhecemos o valor das pessoas mais velhas?
Correspondente SeniorNet
Gabriela Samel - gabysamel@hotmail.com
Psicóloga formada pela Puccamp e que está fazendo
cursos de Pós Graduação nos Estados Unidos.
01/10/98
Dicas:
1. Muitas empresas aqui nos Estados Unidos (como
por exemplo o McDonald's) tem programas especiais de trabalho para
pessoas aposentadas. O que as empresas procuram nos aposentados?
Conhecimentos técnicos, muita prática além
de flexibilidade de horários. Eles geralmente se empregam
por contratos temporários e fazem trabalhos específicos.
2. Aqui em São Francisco existe uma espécie
de comissão de aposentados que procuram e divulgam estes
tipos de serviços. Semanalmente eles aparecem na seção
de classificados do jornal e oferecem seus serviços e sua
disponibilidade. Por aqui eles são muito respeitados e procurados.
3. A função destas comissões
parece que não se restringe apenas a oferecer e procurar
oportunidades mas também organizar reuniões entre
os aposentados para discutir problemas e temas importantes.
4. Vocês sabiam que os americanos trabalham
em média apenas 2 anos para uma empresa? Em média
pois muitos aqui trabalham menos de 1 ano por emprego. Esse problema
de rotatividade está tão sério por aqui que
as empresas só estão admitindo funcionários
com contrato de trabalho de, no mínimo 3 anos com a opção
da empresa quebrar o contrato caso o funcionário não
consiga atingir seus objetivos. As empresas investem no funcionário
e dizem que estes não vestem a camisa. De quem será
a culpa? A competitividade entre as empresas está aí
e será que pagar treinamento é o suficiente?
O que o filho pensa do pai:
Aos 07 anos - papai é grande. Sabe tudo!
Aos 14 anos - parece que papai se engana em certas coisas que diz
...
Aos 20 anos - papai está um pouco atrasado em suas teorias;
não desta época ...
Aos 25 anos - o "coroa" não sabe nada ... está
caducando, decididamente.
Aos 35 anos - com minha experiência, meu pai seria, hoje,
milionário ...
Aos 45 anos - não sei se consulto o "velho"; talvez
me pudesse aconselhar ...
Aos 55 anos - que pena papai ter morrido; a verdade é que
ele tinha idéias notáveis!
Aos 60 anos - pobre papai! Era sábio! Como lastimo tê-lo
compreendido tão tarde ...
Enviado por - Mariana Karina Dimarzio - 23/09/98
Vida Mais Longa
O cérebro bem estimulado em tarefas como leitura, aprendizado
de novas línguas, resolução de problemas matemáticos
ou mesmo em tarefas rotineiras no trabalho pode esticar a longevidade
de uma pessoa e evitar que ela sofra de problemas típicos
da velhice, como a senilidade e a perda de memória.
Informa - Alice Granato - Veja - 19/08/98
Calorias
As torradas, muito recomendadas para quem quer perder peso, são
um perigo porque têm quase o dobro de calorias do tradicional
pão francês fresco, revelou uma pesquisa do departamento
de nutrição da Universidade de São Paulo.
Informa-Eduardo Junqueira - Veja - 02/09/98
Quem diria, não?
Quantos de nós deixamos de sentir o cheirinho gostoso de
um pão quentinho, pensando que estávamos no caminho
de ingerir menos calorias. |