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link: http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.asp?id=63915
Em 2005, a população paulista atinge a marca de 40 milhões. Unidade
da Federação mais populosa do país, concentrando 21% da população
brasileira, o Estado de São Paulo passa, assim, a ser mais populoso
do que 178 países, colocando-se abaixo de apenas 29 em
termos de habitantes. Na América do Sul, somente a Colômbia
abriga um número maior de pessoas que nosso Estado. No território
paulista residem11% de todos os sul-americanos.
O relógio populacional do site da Fundação Seade registrará no
próximo dia 30 de julho, o número 40.000.000. São Paulo atinge
esse patamar após crescer a taxas sempre maiores que a média
nacional. A década de 50 foi a de maior expansão, quando o
Estado cresceu 3,6% ao ano e o Brasil, 3,2%. No último período
censitário, 1991-2000, enquanto São Paulo aumentou 1,8% ao ano,
o Brasil registrou incremento de 1,6%. No início do século XXI,
os ritmos de crescimento esperados para essas áreas são menores,
mas o estimado para São Paulo (1,6%) ainda supera a média
nacional (1,4%).
As estatísticas vitais, processadas e organizadas pela Fundação
Seade com informações sobre nascidos vivos e óbitos provenientes
dos Cartórios de Registro Civil do Estado, relacionadas com os
Censos Demográficos, realizados pelo IBGE, permitem analisar
o crescimento populacional, interpretar a dinâmica demográfica
paulista e construir cenários futuros para a população do Estado.

O modelo de projeção populacional adotado pelo Seade baseia-se
no chamado método dos componentes demográficos, que considera,
na simulação dos possíveis cenários futuros para a população paulista,
a interação das três variáveis responsáveis pelo crescimento
populacional: fecundidade, mortalidade e migração. A tendência
esperada para os componentes da dinâmica demográfica do Estado
de São Paulo considera a continuidade da queda nos níveis da
fecundidade, o gradativo aumento da expectativa de vida ao nascer
e a redução nas taxas de migração para o Estado. A interação
dessas tendências resulta na manutenção do processo de
desaceleração do ritmo de crescimento, cuja taxa anual deve
atingir 1,6%, no primeiro qüinqüênio do século XXI.
Tais tendências também produzem importantes alterações na
estrutura etária e no ritmo de crescimento de todos os segmentos
da população do Estado de São Paulo. Os resultados dessa análise,
considerando os grupos quinzenais de idade, indicam que o
segmento etário menor de 15 anos manteve seu volume
populacional praticamente inalterado, enquanto os demais
registraram aumentos diferenciados. Entre 2000 e 2005, o
grupo de maior volume populacional, com idades entre 15 e
29 anos, cresceu à taxa anual de 1,0%; o contingente entre 30 e
44 anos elevou-se em 1,6%; e a população de 45 a 59 anos
registrou o maior crescimento (4,2%). O número de habitantes
na terceira idade (com 60 anos ou mais) também apresentou
aumento expressivo, nesse período, com um acréscimo de 510 mil
pessoas. O contingente entre 60 e 74 anos elevou-se em 2,6% ao
ano e aquele com mais de 75 anos registrou a segunda maior taxa
de crescimento da população paulista (3,9% ao ano).
Entre 2000 e 2005, consolida-se o processo de envelhecimento
da população residente no Estado de São Paulo, quando os
grupos a partir dos 30 anos de idade aumentam sua participação
relativa na população total, enquanto os mais jovens a diminuem,
com destaque para o segmento de menores de 15 anos, cuja perda
proporcional foi de aproximadamente dois pontos percentuais.
A participação da população de 45 a 59 anos apresentou a maior
diferença, aumentando cerca de dois pontos percentuais em
apenas cinco anos.
A composição da população paulista, por sexo, revela
maior presença de mulheres. Isso decorre, principalmente,
do diferencial existente na esperança de vida ao nascer –
que registra uma margem de cerca de oito anos de vida a
favor das mulheres -, além da maior participação do sexo
feminino nos fluxos migratórios recentes para o Estado.
O indicador utilizado para avaliar o equilíbrio populacional
entre os sexos é a razão de sexo, que indica quantos homens
existem para cada 100 mulheres. Em 2005, há equilíbrio entre
homens e mulheres nas faixas menores de 29 anos. Com o
avançar da idade, ocorre queda gradativa neste indicador,
observando-se a crescente supremacia da população feminina,
que se destaca na terceira idade: para o contingente entre 60 e
74 anos, há 82 homens para cada 100 mulheres e no grupo de
75 anos e mais essa relação é ainda menor (63 homens para
cada 100 mulheres).


Nos municípios paulistas, desaceleração generalizada
A análise do incremento populacional dos municípios paulistas,
para o primeiro qüinqüênio do século XXI, mostra desaceleração
generalizada em suas taxas de crescimento e menor variabilidade
entre elas, quando comparadas àquelas registradas na década anterior.
Enquanto no período 1991-2000 foram observados 86 municípios
com taxas negativas de crescimento e 105 com taxas superiores a
3%, nos primeiros cinco anos do século XXI a projeção indicou 52
municípios com taxas negativas e 69 com taxas anuais superiores
a 3%.

Aqueles com taxas de crescimento negativas localizam-se, em sua
maioria, na região oeste do Estado de São Paulo, ao passo que os
municípios com as taxas mais elevadas concentram-se no leste
paulista.
Bertioga é o município paulista com o maior ritmo de crescimento
populacional entre 2000 e 2005 (8,4% ao ano) e sua população
corresponde a 44,5 mil habitantes, em 2005. Merecem destaque,
também, Vargem Grande Paulista, Bady Bassitt, Santana de
Parnaíba e Caieiras, cujas taxas anuais superam 5%.
No outro extremo, aparece Itaóca, com o maior decréscimo
populacional (-1,7% ao ano) e cuja população chega a 2.866
habitantes, em 2005. Também com taxas de crescimento
populacional inferiores a –1,0% ao ano, estão os municípios
de Ribeira, São João do Pau d'Alho, Santa Rita d'Oeste e
Santana da Ponte Pensa.
Em 2005, os municípios pequenos continuam a ser a maioria.
Dos 645 municípios paulistas, 287 têm menos de 10 mil habitantes
e 112 têm entre 10 mil e 20 mil habitantes. Borá mantém-se na
posição de menor município paulista, com apenas 831 habitantes –
o único com população inferior a mil pessoas - e taxa de crescimento
de 0,8% ao ano. Somente nove municípios apresentam população
superior a 500 mil habitantes: São Paulo (10.744 mil); Guarulhos
(1.230 mil); Campinas (1.029 mil); São Bernardo do Campo
(768 mil); Osasco (694 mil); Santo André (669 mil); São José dos
Campos (592 mil); Sorocaba (560 mil) e Ribeirão Preto (543 mil).
No total de municípios paulistas, 81,2% possuem menos de 50 mil
habitantes e abrigam 17,4% da população estadual, enquanto os
18,8% restantes concentram 82,6%.
Considerando que o crescimento vegetativo da população, no Estado
de São Paulo, é de aproximadamente 1,0%, pode-se supor que os
municípios com taxas superiores a esse patamar apresentariam
atração populacional, ou seja, saldo migratório positivo, pois as
entradas de migrantes seriam maiores que as saídas. De forma
semelhante, os municípios com taxas inferiores a 1,0% indicariam
saldos migratórios negativos e aqueles com taxas negativas
estariam perdendo população.
No qüinqüênio 2000-2005, apenas 8% dos municípios perderam
população, quase todos com menos de 10 mil habitantes. A única
exceção é São Caetano do Sul, cuja população, em 2005, atinge
137 mil habitantes, contra 140 mil habitantes em 2000.
No estrato de municípios com taxas de crescimento entre 0% e 1%,
portanto, com provável saldo migratório negativo, foram
classificados 30,7% dos municípios paulistas. Em contrapartida,
61,3% dos municípios registraram taxas de crescimento superiores
a 1%, o que indicaria saldo migratório positivo ou atração populacional.
O mapa ao lado indica os municípios classificados em cada estrato de
classe de taxa de crescimento.
A população residente no Estado de São Paulo já não mantém o ritmo
de crescimento observado no passado. Entre 2000 e 2005, essa taxa
foi a metade da observada na década de 60. A maioria dos municípios
tem menos de 50 mil habitantes, mas a população concentra-se
naqueles de maior porte.

A população é hoje marcadamente adulta e sua distribuição
etária já perdeu a forma piramidal apresentada no passado.
A crescente proporção da população em idade ativa e na terceira
idade é resultado da alta natalidade e da queda da mortalidade
ocorridas a partir de 1945. As elevadas taxas de migração
observadas entre 1960 e 1980, quando grande número de
pessoas, principalmente com idades entre 20 e 30 anos, buscava
trabalho no Estado de São Paulo, também contribuíram
para a tendência registrada no presente. A existência de
menor proporção de crianças e jovens na população deve-se
à redução da natalidade observada a partir de 1984.
Quanto à mobilidade da população, as projeções indicam que
os municípios localizados na porção central e norte do Estado
têm apresentado saldos migratórios positivos, mas são aqueles
do entorno das sedes de regiões metropolitanas que continuam
a exercer forte atração populacional. Por seu turno, grande parcela
dos municípios situados nas regiões oeste, noroeste e sul do Estado
vem apresentando saldos migratórios negativos.
Em breve, a Fundação Seade disponibilizará em seu site
(www.seade.gov.br) um sistema com as projeções populacionais,
até 2005, para todos os municípios paulistas e distritos do Município
de São Paulo. Tais informações estarão desagregadas por sexo, grupos
qüinqüenais de idade, idades escolares e local de moradia (urbana
e rural).
'SP Demográfico', Ano 6, n° 1, elaborado pela Fundação Seade. |