Percebo que estou envelhecendo quando………..II

Por : Aguineri Publicado em 22 de dezembro de 2013 e Atualizado em 7 de abril de 2014 Envelhecimento bem sucedido

homem[1]

Percebo que estou envelhecendo quando………II

Quando algumas pessoas começam a se aproveitar de minhas fragilidades.
Fico possesso com isso. Sei que terei perdas com o caminhar da idade mas……devagar com o andor – não vamos antecipá-las.
Um exemplo que vivo está relacionado com minha audição,.
Sei que perdi uma parte da audição para agudos, pois tenho zumbido.
Mas……..não o suficiente para impedir que eu ouça o que as pessoas tenham a me dizer. Há muitas pessoas na minha situação : o foniatra diz que eu não preciso usar nenhum aparelho mas constata que eu tive perdas auditivas não impeditivas para uma comunicação social.
O que acontece, na maioria das vezes , é que os falantes ( a pessoa que fala para mim) são onipotentes e acham que basta emitir um som que já estão se “comunicando”. Isso não é suficiente.
V. aí. Que acha que está falando para mim e fica irritado (a) quando digo que não entendi a primeira parte da frase Preste atenção no que vou escrever e veja sobre o que eu tenho refletido em relação ao que venha a ser comunicação:
1. Quando quiser falar comigo e romper o silencio, use uma frase ou palavra de contato. Por exemplo: olha, bem, amor, professor ou qualquer outra que mostre para mim que a comunicação está começando. Eu não tenho a obrigação de ficar sempre na expectativa de que v. falará algo. Eu tenho outros assuntos para pensar e quando v. começa a falar comigo intempestivamente, eu preciso de algum tempo para compreender e geralmente eu só percebo isso no meio da frase. Portanto: não provoque surpresas. Avise que v. tem algo a me comunicar. A não ser é claro, em emergências.
2. Não fale comigo olhando para outro lado, para baixo ou saindo de perto de mim. É óbvio que isso complica a minha recepção do som que v. emitiu. Comunicação também acontece com o contato visual. Se v. precisar falar comigo olhando para outro lado, avise-me que v. quer dizer algo para mim. Prometo que saberei conviver com isso.
3. Se v. vai começar um assunto novo depois de alguns segundos de silencio, avise-me com alguma frase ou palavra de contato. Assim eu ficarei preparado para isso.
4. Não grite, mas também não fale tão baixo. Melhor falar pausadamente. Se v. me avisar, eu ficarei esperando pelo que v. tem a me dizer.
5. Se eu não captar as primeiras palavras e pedir para v. repetir – não decida preconceituosamente que fui eu quem não ouviu. Pode ser que v. não saiba falar, o que é mais provável. Não faça “bocas e caras” de quem está enfastiado por conversar com um surdo. Não sou surdo. V. precisa avaliar se sabe falar direito.

Em suma – este é um libelo contra os acomodados falantes que acham que basta emitir um som para pensar que está se comunicando. Isso não é suficiente. Faça um curso com algum fonoaudiólogo para aprender a falar. Ninguém nasce sabendo falar, mas todos emitem sons e acham que estão se comunicando.
A responsabilidade pela comunicação não é só de quem recebe o som. O emissor tem tanta ou mais responsabilidade pela eficácia da comunicação.
Aguinaldo Neri
www.senioridade.com.br

 

%d blogueiros gostam disto: