Algo mais a dizer sobre a Hebe?

Depois de tantas homenagens por este Brasil todo, a Senioridade também tem o que dizer sobre a Hebe.

 

 

 

 

 

 

 

 

Nada na linha do que já foi dito sobre o papel dela na Televisão brasileira.

Tudo sobre a influência dela sobre a autoimagem e o modelo oferecido à sociedade brasileira de uma forma de envelhecer com sucesso.

A Hebe personificava a mulher idosa brasileira com todos os atributos positivos. Mente ativa para se safar das situações não previstas na televisão. Vocabulário atinado com o contexto e com o público. Doses de ousadia que nem de longe pareciam vir de uma senhora com aquela idade.

Mostrava muita competência nas áreas em que a sociedade costuma considerar como pontos fracos dos idosos – comunicação, relacionamento, bom humor, flexibilidade e liderança, dentre outros.

Tudo o que ela fazia era aceito como lindo, ou uma “gracinha”: beijar todo mundo sem ser considerada maluca (a febre dos “selinhos” da Hebe); rir á vontade sem ser considerada mal educada; fazer perguntas “picantes” sem ser considerada problemática , dentre outras ações.

Assumia a riqueza e o gosto pelas jóias como se não se importasse com eventuais críticas. Vestia-se com roupas que para a maioria das mulheres da idade dela eram possíveis só em sonho ( e não apenas por motivos financeiros).

Aliás, nos últimos anos parecia que ela havia se “benzido” contra mal olhado apenas apagando velinhas e mais velinhas nos seus aniversários incrivelmente concorridos.

Tinha coragem e ousadia em falar que “comeria” o Roberto Carlos de tanto carinho.

Digam o que quiserem sobre a Hebe. A Senioridade sempre a citou como uma influência positiva sobre modelos de envelhecimento bem sucedido para uma parcela das mulheres brasileiras.

Aguinaldo Neri

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