Cariocas querem uma aposentadoria ativa e com mais lazer.

Cariocas pretendem continuar trabalhando depois da aposentadoria, embora queiram mais lazerPublicada em 09/09/2011 às 10h08m
O Globo

RIO – A maioria dos cariocas em grandes empresas pretende voltar a trabalhar depois de se aposentar, para complementar a renda. É o que diz a pesquisa realizada pela consultoria RGarber, por encomendação da Associação Brasileira de Recursos Humanos (ABRH-RJ). Dos entrevistados, 69% afirmaram que pretendem trabalhar durante a aposentadoria. Entre os que estão inativos, 10% já retornaram às atividades, e a maioria declarou tê-lo feito mais por prazer do que por necessidade. O levantamento mostra, porém, uma contradição: ao mesmo tempo em que o empregado diz que continuará trabalhando ou abrirá um negócio, afirma que pretende ter mais tempo livre, conviver mais com a família e se envolver com voluntariado.

O levantamento mostrou ainda que, além de os cariocas demorarem para pensar na aposentadoria (70% se consideram muito jovens para isso), o tema ainda é abordado de maneira tímida pelas áreas de recursos humanos das empresas.

– Essas conclusões são preocupantes porque os dados mostram que a população com mais de 60 anos deverá passar de 11% do total, atualmente, para 30%, em 2050. Ou seja, as áreas de gestão de pessoas devem passar a olhar o tema mais de perto, mas os próprios profissionais também precisam se interessar mais – alerta o vice-presidente da ABRH-RJ, Paulo Sardinha.

Quando o assunto é previdência privada, 92,4% dos participantes afirmaram já terem ouvido falar do assunto e outros 87,7% conhecem uma instituição que faz esse tipo de investimento.

Entre as empresas consultadas, a maioria iniciou seu programa de preparação para aposentadoria no nível de diretoria e presidência, desenvolvendo seus programas de acordo com suas necessidades e realidades. Os programas são apresentados a toda a força de trabalho, em todos os níveis e faixas etárias, com participação voluntária.

Segundo o coordenador da pesquisa, Rogério Garber, os resultados indicam que é preciso iniciar um processo de reflexão, principalmente em relação à chamada Geração Y.

– Oferecer dicas e soluções para construção ou aprimoramento de projetos pessoais, carreira e planejamento financeiro é de fundamental importância para esses profissionais, além de contribuir positivamente para o fortalecimento da imagem da empresa – afirma.

O levantamento foi elaborado em maio passado, com cinco grandes empresas instaladas no Estado do Rio: Coca-Cola, Souza Cruz, Coelba, Infoglobo e Embratel.

Ainda de acordo com a pesquisa, a idade é o maior influenciador para se despertar para o tema da aposentadoria, que costuma ocorrer entre os 35 e 45 anos de idade. O momento da aposentadoria se apresenta como algo idealizado, uma situação até então não vivida.

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