Maduros aproveitam mercado aquecido para voltar ao trabalho

Em 2011, o número de empregados com mais de 65 anos aumentou 11%. Setor de serviços é o que mais contratou nos últimos 3 anos em São Carlos.

Profissionais com mais de 65 anos, os maduros estão ganhando espaço no mercado de trabalho. No ano passado, o número de empregados nessa faixa etária aumentou 11%. Esse crescimento vem ocorrendo nos últimos dez anos em todo o país, segundo pesquisa do Ministério do Trabalho. Em São Carlos (SP), o setor de serviços é o que mais contratou nos últimos três anos.

Muita gente que estava aposentada voltou à ativa para aproveitar esse bom momento. A carência de qualificação entre os profissionais mais jovens também acaba se tornando uma das explicações para a crescente contratação e a permanência de seniores no mercado. A experiência desses trabalhadores tem sido muito valorizada em diversos setores.

“Essa integração só traz benefícios para a empresa. Se os mais novos entram com ânimo, vontade, esperança e a disposição, os mais velhos entram com a experiência. É um ótimo casamento”, disse Maria Inês Mancuso, professora da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Outro fato importante, ressalta a especialista, é que além do salário, utilizado para complementar a renda familiar, estar trabalhando beneficia a interação e afasta as pessoas de mais idade da solidão.

Disposição
Mesmo aposentado, o vigilante Hildebrando Pereira, de 66 anos, ainda trabalha. “A gente precisa e eu também gosto, porque o trabalho deixa a gente mais à vontade”, afirmou.

Ele já foi motorista de ônibus, dono de bar e agora cuida do estacionamento de uma imobiliária de Araraquara (SP). Se depender dele, ainda há muito que se fazer pela frente. “Se tiver saúde, vou por mais uns dez anos”, afirmou.

O casal de comerciantes Dalvo Rodrigues Alves e Rosa Maria de Cunha Alves é outro exemplo. Depois de aposentados, os dois saíram de São Paulo, foram para Araraquara e continuam na ativa. Eles administram duas cantinas na cidade.

Dona Rosa ainda é professora de artesanato. “É uma complementação de renda e ocupando o tempo a gente trabalha a mente e não há espaço para a doença”, declarou.

Fonte: (Site G1 de notícias)

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