Sou velho, maduro, idoso ou o quê?

Ontem foi meu aniversário. 20 de novembro.
Fiz 64 anos.
Fiquei muito feliz por ver a minha familia unida e saudável.
Duas netas.
Muitos votos de felicidades e muitos anos de vida.
Alguns amigos falando do passado. Outros do futuro.
Alguns chamando minha atenção para minhas perdas. Outros desejando mais desafios.
Alguns me conhecem há mais de cincoenta anos. Outros há cincoenta dias.
Alguns valorizam minha velhice. Outros me consideram jovem. Outros, nenhuma das duas coisas.
Em meio a abraços e desejos, fiquei pensando sobre como as pessoas me vêm.
Felizmente, ninguém me disse que estou na terceira idade. Acho um termo esquisito.
O fato é que ninguém sabe como me chamar.
Estou no auge da minha competência.
Va lá que a bursite já não me deixa brincar com minhas netas como eu queria.
Va lá que o joelho já não é o mesmo. Os ortopedistas falam com todo o respeito : “gastou, professor”. “Vai ter que se conformar ou trocar”. Se eu fosse trocar tudo o que gastou, eu me transformaria num “cyborg”.
Mas…..a cabeça está ótima.
Vá lá que ela anda mais rápido do que o corpo mas…..vou me ajustando.

A minha conclusão é a de que a sociedade precisa encontrar outros nomes para rotular pessoas como eu : ativas e proativas, com uma idade para a qual a sociedade já não esperava isso.

Mas…..envelhecer bem é um desafio que procuro enfrentar, todos os dias.

abraços
Aguinaldo Neri

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