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Quase 1 em cada 4 votos: o eleitor 60+ nas urnas de 2026

No domingo, 4 de outubro, 37,5 milhões de brasileiros com 60 anos ou mais estarão aptos a votar. São 23,6% do eleitorado, segundo o Tribunal Superior Eleitoral: quase 1 em cada 4 votos possíveis.

Quando comecei a trabalhar com aposentadoria, em 1984, falar do “voto do idoso” era falar de uma minoria. Hoje, esse grupo já chega perto do tamanho de toda a faixa de 21 a 34 anos — e cresce a cada eleição.

O que mudou em quatro anos

Em quatro anos, o eleitorado 60+ ganhou 4,6 milhões de pessoas, enquanto o eleitorado total cresceu só 1,46%.

Faixa etária 2022 2026 Participação 2022 Participação 2026
60 anos ou mais 32,9 milhões 37,5 milhões 21,02% 23,60%
21 a 34 anos 43,8 milhões 41,0 milhões 28,01% 25,85%

Ou seja: a fatia dos mais velhos sobe exatamente enquanto a dos jovens adultos encolhe. Não é uma onda passageira, é o retrato de um país que envelheceu.

Por que isso acontece — e um cuidado na leitura

A explicação principal é simples: a população brasileira está envelhecendo, e o cadastro eleitoral acompanha. A faixa de 70 a 74 anos, por exemplo, passou de 3,7 milhões de eleitores em 2010 para 6,8 milhões em 2026, segundo levantamento do jornal O Povo com dados da Justiça Eleitoral.

Esse crescimento chama atenção porque, depois dos 70, o voto é facultativo. Muita gente mantém o título ativo por escolha, como gesto de cidadania.

Mas vale um cuidado na leitura: “apto a votar” não é o mesmo que “votou”. Os 37,5 milhões são eleitores cadastrados. Quantos vão de fato às urnas, só saberemos depois da apuração.

Peso não é bloco

Um quarto do eleitorado não significa um quarto que pensa igual. Pessoas de 60 e de 90 anos vivem realidades muito diferentes: há quem ainda trabalhe, quem cuide de netos ou dos próprios pais, quem more sozinho, quem dependa da aposentadoria mínima. Tratar “o idoso” como um bloco único é, em si, uma forma de etarismo.

O que esse número muda é outra coisa: fica mais difícil para qualquer candidato, de qualquer partido, ignorar os temas do envelhecimento. Entre eles:

  • previdência e renda na velhice;
  • saúde, cuidado de longa duração e apoio a quem cuida;
  • trabalho depois dos 50 e combate ao etarismo nas empresas;
  • cidades acessíveis, transporte e segurança;
  • inclusão digital, inclusive para acessar serviços públicos.

Na hora de escolher, vale perguntar: o que cada proposta diz sobre esses pontos — e com que nível de detalhe?

No dia 4: direitos do eleitor 60+

  • A partir dos 60 anos: atendimento prioritário na seção eleitoral.
  • A partir dos 70 anos: o voto é facultativo; quem não comparecer não precisa justificar e não sofre penalidade.
  • A partir dos 80 anos: prioridade absoluta — é o primeiro da fila.

Se você tem um pai, uma mãe ou um vizinho idoso que quer votar, vale combinar o transporte com antecedência.

Fontes

Este post teve pesquisa e redação com apoio de IA, com revisão e responsabilidade do autor.